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Discoteca Retrô
A banda genial que durou apenas um verão!
Publicado em 11/10/2018 às 20:19

A história da música verde-amarela – e me refiro a todos os gêneros – está marcada pelo surgimento de artistas, bandas e orquestras que marcaram época, cada uma a seu tempo e cada uma em sua seara musical.

No cenário roqueiro, um exemplo perpetuado para sempre foi o surgimento do trio Secos & Molhados, uma verdadeira revolução que conquistou multidões de fãs que até hoje cultuam suas canções com o mesmo frenesi de antigamente.

A capa do primeiro disco dos Secos & Molhados, lançado em 1973, é considerada uma das mais criativas, atraentes e curiosas da história da música popular brasileira. Nela, as cabeças dos artistas da banda — Ney Matogrosso, João Ricardo e Gérson Conrad — aparecem sobre uma mesa de jantar, como se fossem os pratos principais de um insólito banquete antropofágico. A quarta cabeça que aparece na imagem é a do baterista Marcelo Frias, que não se juntou ao grupo embora tenha participado do disco. Sobre a toalha, pão, linguiça, feijão, vinho, sabonete, enfim, secos e molhados!

O lançamento foi um estrondoso sucesso nacional: O disco superou 700 mil cópias vendidas! Isso mais de quarenta anos atrás, quando eram raríssimos os cantores que atingiam a marca dos seis dígitos...

Nas músicas, uma mistura de rock e canção, conduzida com irreverência e carisma. O maior sucesso veio com “O Vira“, espécie de síntese da musicalidade do grupo: uma dança tradicional portuguesa transformada em rock, com direito a uma guitarra distorcida desde a introdução e vocais repletos de falsetes: “O gato preto cruzou a estrada/ passou por debaixo da escada...”.

Ainda nesse disco, há uma versão musicada do poema “Rosa de Hiroshima“, de Vinícius de Moraes, atualíssima naquela década em razão da Guerra do Vietnã (“Pensem nas crianças/ mudas telepáticas”) e a dançante “Mulher Barriguda“, cujos versos flertavam com a temática social (“Mulher barriguda, que vai ter menino/ qual o destino que ele vai ter?/ o que será dele quando crescer?”).

Nos shows, o visual andrógino, os rebolados, a maquiagem ao estilo glam rock de David Bowie e as roupas exóticas completavam a atuação performática, transformando-se em assinaturas.

Ney interpretando “Sangue Latino” é algo memorável, antes nunca visto aqui no Brasil, que a posteriori foi imitado por tantos cantores mas nunca com o mesmo efeito e retumbância junto ao público como ele fazia nos shows das longas turnês.

À frente, no palco, Ney Matogrosso levava grandes plateias ao delírio.  Tanto é que, enquanto existiu a banda, a agenda deles viveu lotada no limite estafante.

A exótica e aguda voz de Ney Matogrosso, os rostos ocultos pela pintura e muita purpurina, os trejeitos rebolativos e uma forte dose de androginia, um tanto exagerada e escandalosa para a época, foram os elementos que detonaram a carreira meteórica dos Secos & Molhados.

O que mais impressiona até hoje é que, assim como o surgimento dos Secos & Molhados agitou de Norte a Sul o Brasil, a sua existência foi meteórica, entre 1971 e 1974, e, vítima de uma calorosa e barulhenta guerra de egos e narcisismo entre eles, a banda se desfez de uma vez por todas para nunca mais voltar aos palcos!

Mas Ney Matogrosso, Gerson Conrad e João Ricardo deixaram músicas para a eternidade, que até hoje em algum canto do País estão sendo tocadas, ouvidas ou cantadas: 'O Vira', 'Sangue Latino', 'El Rey', 'As Andorinhas', ‘Que fim Levaram Todas as Flores?’, ‘Flores Astrais’, ‘O Patrão Nosso de Cada Dia’, e muitas outras...

Nesta edição da Discotheca Retrô, o Portal Coluna ITALO resgata preciosas canções dos Secos & Molhados em dois vídeos – um, num cenário cibernético, interpretam “Flores Astrais”; o outro relembra o trio cantando “Sangue Latino” em palco! (ITALO FÁBIO CASCIOLA)

WWW.COLUNAITALO.COM.BR

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