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26 DE JUNHO DE 1955
A primeira festa na cidade: De ternos e chapéus num banquete no meio da mata!
Desbravadores, felizes, comemoraram a fundação de Umuarama
Publicado em 31/07/2017 às 12:38 Ítalo
A primeira festa na cidade: De ternos e chapéus num banquete no meio da mata!

 Analisando as raras fotografias que colecionei e preservei desde os tempos de antanho, vale observar que naquela confraternização de junho de 1955 não havia diferenças sociais, todos sentiam-se fraternos irmãos vivendo um momento único de uma heróica aventura.

Desde os altos executivos da colonizadora até os mais humildes operários braçais, estavam ali reunidos no mesmo nível de status. Nos detalhes dos retratos, percebe-se que todos se esmeraram para mostrar elegância no guarda-roupa, usando trajes típicos de citadinos de grandes centros brasileiros conforme a moda da época: os inseparáveis chapéus, peça emblemática de rigor social masculino de antigamente; paletós ou até ternos completos, enfim, todos compareceram a essa festa no meio da mata como se estivessem reunidos num clube ou numa sofisticada recepção de casamento.

Deram exemplo de que quem tem classe, mostra garbo até mesmo num lugar onde seria inimaginável a presença de humanos vestindo o “figurino de uma missa domingo”.

A diretoria da Cia. Melhoramentos regressou para São Paulo no meio da tarde daquele memorável domingo, a bordo de barulhentos “teco-tecos” (aviões de pequeno porte).

Os funcionários mais graduados da colonizadora recolheram-se um pouco depois ao seu acampamento, erguido ao lado da serraria da Colônia Mineira. Os últimos a deixar o lugar foram os boêmios e os músicos, alojados na pensão que existia ali na Colônia Mineira, que pertencia ao casal Nair e Durval Seifert (anos depois seria prefeito).

Quando todos caíram em sono profundo, voltou a reinar o silêncio na imensidão da floresta, que só era interrompido pelo rugir de alguma onça ao longe e do zumbido de mosquitos.

No outro dia, uma segunda-feira brava e da mais amarga ressaca, os moradores do lugarejo acordaram mais tarde, em meio a um espesso nevoeiro típico das manhãs dos invernos do passado, seguido de um sol abrasador.

E todo mundo voltou à labuta, derrubando árvores, serrando madeiras, abrindo a terra, construindo casas, limpando terrenos, enfim, cada um foi tocando a vida porque a titânica empreitada de abrir a nova cidade, Umuarama, estava apenas começando...

 

(BOX)

(*) Homenagem póstuma

Esta crônica é dedicada ao meu amigo Bohdan Baranhuk, que partiu na década passada e deixou saudades entre uma legião de companheiros das antigas. Ele me contou essa e outras tantas histórias e estórias maravilhosas dos tempos da pré e pós-fundação de Umuarama. Bohdan chegou em Umuarama em 1953, integrando a equipe precursora da colonizadora Companhia Melhoramentos Norte do Paraná que abriu as primeiras e outras estradas, cortando o imenso território de Norte a Sul, de Leste a Oeste. Um verdadeiro precursor, sempre pronto para enfrentar todas as paradas numa época em que só havia lugar para os homens de coragem para encarar a luta de colonizar um imenso sertão. (ITALO FÁBIO CASCIOLA)

www.colunaitalo.com.br

Era um belo dia de domingo, como aqueles que só existiam antigamente... E todos se vestiram com elegância (observem os chapéus, peça chique em voga nos anos 1950) e foram comemorar a inauguração da nova cidade... no meio da floresta!

Crianças e adultos participaram da churrascada: atrás do primeiro grupo, uma parte da longa mesa posta para o almoço; no cenário de fundo avista-se a ponta do primeiro aeroporto da cidade.

Três desbravadores: Durval Seifert, dono da Pensão Mineira; Raimundo Durães, que batizou a cidade com o nome Umuarama; e Gastão de Mesquita Neto, um dos diretores da colonizadora CMNP (munido de uma câmera fotográfica para documentar o festim).

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