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NUTRIÇÃO X DEPRESSÃO
Boa alimentação é capaz de tratar e até curar a depressão
Com a revisão de 16 estudos científicos, a universidade de Santa Maria traz novidades
Publicado em 08/08/2019 às 09:49 Ítalo
Boa alimentação é capaz de tratar e até curar a depressão

Embora o conhecimento sobre o impacto da alimentação na saúde mental seja relativamente recente, há fortes motivos para encarar o prato como passaporte para uma vida mais feliz. A nova prova vem de uma revisão de 16 estudos recém-publicada, que envolveu, no total, quase 46 mil pessoas.

No trabalho, observou-se que qualquer tipo de melhora na alimentação — como reduzir gorduras, cortar calorias ou simplesmente investir em comida mais nutritiva — aliviou os sintomas depressivos entre os participantes.

“Segundo o estudo, os participantes continuavam com o transtorno, mas o quadro se mostrava menos grave”, explica o educador físico Felipe Schuch, da Universidade Federal de Santa Maria (RS), um dos autores.

A hipótese é que um menu equilibrado resultaria em menos inflamação no organismo — algo intimamente ligado à doença. Segundo Schuch, mexer no cardápio também ajudaria a proteger as pessoas com depressão contra problemas aos quais estão mais sujeitos, como diabetes, doenças cardiovasculares e câncer.

Muitos estudos indicam que a alimentação baseada na natureza, livre de alimentos industrializados é a melhor opção. Nessa linha, as dietas Mediterrânea e Plant Based são as melhores opções:

Peixes de profundidade
Salmão, sardinha e atum são exemplos de peixes com ômega-3, gordura de ação anti-inflamatória. Isso, claro, se os animais vierem de uma fonte saudável, o que não acontece no Brasil. Peixes criados em tanques e reservatórios de água, como a popular tilápia, não possuem ômega 3.

Azeite
É fonte de gorduras monoinsaturadas, positivas para a cabeça. Sem falar nas substâncias antioxidantes. Isso se o azeite for realmente extra-virgem e extraído a frio. A maioria dos azeites que encontramos no supermercado possuem porcentagem oculta de outros óleos, como o de soja e são raros os prensados a frio.

Oleaginosas
Castanhas, nozes e companhia concentram selênio, zinco e gorduras boas, um time pró-cérebro. Uma pesquisa ainda mostrou que o consumo regular de nozes reduz em 60% o risco de câncer de mama em mulheres!

Verduras e frutas
Além de vitaminas e minerais, carregam fibras, que equilibram a microbiota. A cuca sai ganhando. A dieta plant based também é considerada um poderoso aliado da saúde e da prevenção de doenças.

E os suplementos?

Há quem pense que o jeito mais simples de angariar nutrientes contra a depressão seja por meio de cápsulas. Mas uma análise publicada há pouco no jornal científico Jama sugere que a estratégia não é eficaz. Nela, 512 pessoas com sobrepeso tomaram suplementos de ômega-3, ácido fólico, vitamina D, cálcio e selênio por um ano. Após esse tempo, a pílula não impediu a instalação da depressão.

Nada substitui a natureza. Banhos de sol, água pura, atividade física ao ar livre e alimentos naturais ainda são a base da saúde humana.

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