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O PASSADO VAI PASSANDO...
Vão demolir a velha rodoviária?
A revelação foi feita pelo novo prefeito: no local construirão dois prédios...
Publicado em 26/01/2022 às 06:55 Italo
Vão demolir a velha rodoviária?

Após ser oficialmente empossado como novo prefeito de Umuarama na manhã de terça-feira (25), Hermes Pimentel conversou com a imprensa.

Durante a coletiva ele surpreendeu os repórteres ao abordar um assunto que está em evidencia desde o ano passado: o vazio que se tornou a velha estação rodoviária, após a inauguração do moderníssimo terminal situado no Alto da Paraná, construído obedecendo as mais arrojadas linhas arquitetônicas.

Pimentel revelou que o antigo prédio da rodô provavelmente será demolido para dar espaço para a construção de prédios (duas torres). Não disse para quando está prevista essa demolição, mas adiantou que a Prefeitura está trabalhando numa parceria público-privada que decidirá o que será feito no amplo imóvel, situado em valiosa área nobre da região central, a apenas dois quarteirões da Praça Santos Dumont.

REPERCUSSÃO NA INTERNET

A surpreendente revelação feita pelo prefeito Hermes Pimentel repercutiu fortemente nas redes sociais: os umuaramenses estão curiosos para saber detalhes desse empreendimento imobiliário.

A absoluta maioria elogiou a ideia da retirada definitiva daquele antigo prédio circular: “Que notícia boa!”. “Esse é um sonho de muita gente”. “Até que enfim alguém criou coragem para decidir essa questão”. “Antes tarde do que nunca, nós que moramos perto apoiamos e aplaudimos essa ideia!”. E muito mais comentários...

Essa rodoviária começou a funcionar em 1970, ou seja, há mais de meio século... Isso mesmo: mais de 50 anos! Eram os tempos áureos da cafeicultura, dinheiro jorrando e circulando aos montes por todos os lados. E nesse passado já muito distante ela era um ponto turístico admirado pela população umuaramense. Era moderníssima para a época, seu formato arquitetônico provocava elogios e admiração dos turistas que visitavam a Capital da Amizade.

Mas nos últimos vinte anos essa opinião mudou radicalmente. Isso porque a rodoviária passou a ser frequentada por drogados e ladrões. Para piorar ainda mais o cenário, a vizinha Praça da Bíblia e o Terminal Urbano também viraram pontos com os mais altos registros de ocorrências policiais da cidade.

A hoje ultrapassada rodoviária e os arredores volta e meia são citados nas reportagens policiais como ‘Cracolândia’. Casos de brigas, furtos e prostituição passaram a ser rotineiros. Isso tem sido altamente prejudicial para o comércio (muitas lojas fecharam!) situado nas proximidades e para quem passa pelas imediações para ir ao centro estudar e trabalhar. A mesma opinião é ouvida de quem chega de viagem de outras cidades a Umuarama.

CONVERSA ANTIGA: BLÁ BLÁ BLÁ

Desde que começou a construção do majestoso terminal rodoviário do Alto da Paraná, há dez anos, muito se comentou sobre o futuro da velha rodô depois que aquela obra monumental estivesse pronta e funcionando.

Inventaram todo tipo de histórias e estórias: ali seriam instalados o Camelódro; ou, ali passaria a funcionar um grande mercado municipal tipo daqueles que existem nas grandes cidades; ou, o terminal urbano se mudaria para aquele prédio redondo... E blá blá blá...

O tempo passa, o tempo voa... E finalmente aconteceu o que estava previsto: hoje a histórica rodô está vazia e abandonada. E vai ficar pior se ninguém fizer nada para mudar esse cenário delapidado.

O anúncio da construção de prédios naquele local também teve outro tipo de repercussão nas redes sociais: muita, mas muuuita gente, não acredita que vá acontecer “esse milagre” (palavras de internautas). E mais: “Acredito não, vai ficar cada dia pior...”. Ou, “Quem vai investir fortunas nessa construção de edifícios? (construir hoje é caro, incrivelmente caro!)”. “Se isso acontecer, Umuarama inteira vai comemorar!”. “É só mais uma promessa!”. E assim segue a vida, e assim continua a História de Umuarama, uma metrópole que muda a cada dia que passa, que se agiganta e, pelo visto, nem a pandemia consegue parar. Vamos assistir de camarote para ver o que acontece com mais esse ‘monumento’... Mas, um dia cai, assim como caíram muitos outros do passado.

Eu que cheguei aqui na minha infância, hoje ando pela cidade e constato que nada (ou quase nada...) sobrou da fase da fundação e colonização da Capital da Amizade. A geração capitalista, os caciques do dinheiro e os modernistas não se importam nem um pouco com isso, querem tudo novo, moderno, bonito, arquitetura arrojada. E para os jovens, ver o passado só nos álbuns de fotografias antigas e nas páginas de livros nas aulas de História na escola. Essa é a realidade... Falei! (ITALO FÁBIO CASCIOLA)

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