FIOCRUZ INFORMA:
Brasil já está produzindo vacinas!
A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), ligada ao Ministério da Saúde, entregou ao Programa Nacional de Imunizações, na quarta-feira (17), o primeiro lote com 500 mil vacinas contra a covid-19 envasadas pela instituição. A previsão é de que, até o final de março, 3,8 milhões de doses do imunizante do laboratório anglo-sueco AstraZeneca, desenvolvido pela Universidade de Oxford, sejam produzidas pela fundação e enviadas aos estados.
A Fiocruz firmou ainda em 2020 um contrato de encomenda tecnológica para poder produzir a vacina no Brasil. A disponibilização das doses ocorreu com 45 dias de atraso, devido principalmente à dependência da importação do IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo), que vem da China. A previsão era que o princípio ativo chegasse em janeiro, mas houve entraves na liberação do material, que só chegou ao Brasil no mês seguinte. Por isso, o governo federal tentou suprimir a lacuna comprando doses prontas da vacina fabricadas na Índia. Segundo dados mais recentes do Ministério da Saúde, já foram distribuídos aos estados, desde o início da vacinação, em janeiro, 20 milhões de imunizantes, dos quais apenas 4 milhões são da vacina de Oxford — as demais são da Coronavac, compradas e produzidas pelo Instituto Butantan, ligado ao governo do estado de São Paulo.
O CRONOGRAMA DA FIOCRUZ
Além das doses entregues em março, a fundação prevê uma produção média de 20 milhões de doses a partir de abril. As entregas dos imunizantes ao Ministério da Saúde devem ser semanais — cerca de 6 milhões de imunizantes por semana.
Com a medida, a vacina de Oxford passará a ser, em volume mensal, o principal imunizante fornecido ao SUS, ultrapassando a Coronavac. O governo federal prevê a compra de 124 milhões de doses do Butantan em 2021, contra 210,4 milhões da vacina comprada pela Fiocruz.
Em abril, caso o planejamento seja cumprido, o país pode ter 50% mais vacinas do que em março, o que pode agilizar a campanha de imunização, embora especialistas também considerem a falta de critérios claros para os grupos prioritários um empecilho.
A Fiocruz prevê cumprir o cronograma de entrega de 100 milhões de doses até o meio de 2021. Essas vacinas serão produzidas a partir do envio pela China de 14 lotes de IFA. O temor é que possa haver novas interrupções no planejamento caso o material não chegue no prazo.
Em maio, a Fiocruz pretende entregar os primeiros lotes experimentais da vacina com o IFA produzido no Brasil. As doses totalmente nacionais só devem começar a ser entregues em meados do segundo semestre.
A previsão é que a instituição forneça ao SUS em 2021 mais de 210 milhões de doses. Segundo Zuma, a fundação tem “feito de tudo” para antecipar o processo.
FONTE: Fiocruz