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ISTO É INCRÍVEL!
Pandemia: Os jatões sumiram do céu!
Aeroportos vazios, passageiros em casa... E 15 mil aviões parados sem voar!
Publicado em 29/05/2020 às 10:57 Italo
Pandemia: Os jatões sumiram do céu!

A pandemia de coronavírus já obrigou as companhias aéreas a cancelarem mais de 2 milhões de voos. E essa lista deve crescer muito até junho, por conta do fechamento de fronteiras e do isolamento social nas principais cidades do mundo.

Com grande parte das rotas suspensa, a estimativa é que mais de 15 mil aeronaves fiquem fora de operação no mundo todo. Um número nunca visto antes e que impõe um enorme desafio operacional para as empresas. Afinal, onde estacionar tantos aviões que deveriam estar nos céus nesse momento?

ONDE AS COMPANHIAS AÉREAS GUARDAM SEUS AVIÕES PARADOS?

O avião é um equipamento muito pesado e sensível, que precisa ser estocado em um local estratégico para a empresa aérea, adequado ao seu peso e dimensões, e com mobilidade, ou seja, acesso à uma pista de decolagem.

Aeronaves comerciais como o Boeing 737 ou o Airbus A320 pesam pouco mais de 40.000 kg, sem carga, combustível ou passageiros. Já um Boeing 777 ou um Airbus A330 usados em voos internacionais de longo curso pesam em média entre 120.000 kg e 140.000 kg vazios. Um Airbus A380, de dois andares, chega a pesar 280.000 kg. Por isso, é um enorme desafio operacional estocar de maneira eficiente tantos equipamentos.

A maior parte da frota está estacionada nos pátios dos principais aeroportos do mundo. Isso porque os terminais que estão operacionais precisam ficar livres para a operação dos voos que foram mantidos e preparados para a retomada das rotas. No entanto, os pátios existentes são insuficientes para tantas aeronaves.

Em alguns países do mundo, como nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Alemanha, pistas de taxiamento e de pouso/decolagem foram fechadas exclusivamente a essa finalidade. Isso porque reúnem condições adequadas para abrigar esses gigantes dos ares.

Algumas companhias aéreas dos Estados Unidos e da Europa também decidiram enviar parte de suas frotas temporariamente para estocagem de longo prazo no deserto, onde a baixa umidade favorece a conservação dos equipamentos. Esses locais, como o Pinal Air Park, ou o aeroporto de Marana (ambos no Arizona), ou Victorville (Califórnia), normalmente eram o destino apenas de aviões aposentados. Mas, depois do coronavírus, passaram a receber aeronaves de grande porte não tão antigas assim, que podem, um dia, voltar à operação. Ou, dependendo do tamanho da crise, ser desmontadas.

E OS AVIÕES DAS COMPANHIAS AÉREAS BRASILEIRAS?

No Brasil, até o momento, a maior parte das aeronaves está distribuída nos pátios de alguns aeroportos e nos centros de manutenção das companhias aéreas. Mas as empresas chegaram até a cogitar algumas bases militares como possíveis locais para abrigar seus aviões sem custo. Confira a solução adotada por cada empresa:

AZUL - Dos 150 aviões da frota da Azul, pelo menos 120 estão parados. A maior parte nos Aeroportos de Campinas/Viracopos (no hangar próprio da Azul e no pátio de aeronaves) e da Pampulha (em Belo Horizonte). Há também aeronaves nos Aeroportos do Recife e de Confins.

GOL - A GOL tem grande parte de sua frota estacionada nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos, Confins e de Brasília. Além disso, estocou muitas aeronaves no centro de manutenção da empresa (MRO), em Belo Horizonte. No total, 120 aeronaves da companhia estão sem voar no atual momento.

LATAM - A Latam Airlines Brasil possui atualmente 77 aeronaves de corredor único (narrow body) e 11 de dois corredores (wide body) fora de operação. Segundo a empresa, essas unidades estão estacionadas nos pátios dos Aeroportos de Guarulhos (pátio e hangar), Congonhas, Galeão, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba. Também há uma parte da frota no centro de manutenção da empresa (MRO), em São Carlos.

GPNTE: Melhores Destinos/Leonardo Cassol

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