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SUPREMO PONTÍFICE
50 anos a serviço de Deus e do povo!
O papa Francisco celebra meio século de sua ordenação sacerdotal
Publicado em 17/12/2019 às 08:29 Italo
50 anos a serviço de Deus e do povo!

Uma vocação nascida na experiência do perdão de Deus que, para Francisco, se transformou em vida sacerdotal a ser doada com alegria e simplicidade. “O sacerdote, diz o Papa, vive no meio do povo com o coração misericordioso de Jesus”.

Já se passaram 50 anos. Era 13 de dezembro de 1969: Jorge Mario Bergoglio, apenas quatro dias antes do seu 33º aniversário, foi ordenado sacerdote. Sua vocação remonta a 21 de setembro de 1953, memória de São Mateus, o publicano convertido por Jesus: durante uma confissão teve uma profunda experiência da misericórdia de Deus. Foi uma alegria imensa que o levou a tomar uma decisão “para sempre”: tornar-se sacerdote.

Hoje ele é o Papa Francisco, o primeiro papa nascido na América, o primeiro latino-americano (é argentino), o primeiro pontífice do Hemisfério Sul, o primeiro papa a utilizar o nome de Francisco, o primeiro pontífice não europeu em mais de 1 200 anos (o último havia sido Gregório III, morto em 741) e também o primeiro papa jesuíta da história.

É TEMPO DE MISERICÓRDIA

É precisamente a Divina Misericórdia que caracteriza toda a sua vida sacerdotal. Os sacerdotes – afirma – sem fazer barulho deixam tudo para se envolverem na vida cotidiana das comunidades, dando aos outros a própria vida, “se comovem diante das ovelhas, como Jesus, quando via as pessoas cansadas e exaustas como ovelhas sem pastor”. Assim, “à imagem do Bom Pastor, o sacerdote é um homem de misericórdia e de compaixão, próximo do seu povo e servo de todos. Qualquer pessoa que esteja ferida na sua vida, de alguma forma, pode encontrar nele atenção e escuta… Há necessidade de curar as feridas, tantas feridas! Tantas feridas! Há tantas pessoas feridas, por problemas materiais, por escândalos, também na Igreja… Pessoas feridas pelas ilusões do mundo… Nós, sacerdotes, devemos estar ali, perto destas pessoas. Misericórdia significa, em primeiro lugar, curar as feridas”. Este – recorda frequentemente – é o tempo da misericórdia (Discurso aos párocos de Roma, 6 de março de 2014).

JESUS NO CENTRO!

“O sacerdote – diz Francisco – é um homem descentralizado, porque no centro de sua vida não está ele, mas Cristo. Por isso, agradece aos sacerdotes pela celebração diária da Eucaristia: “Na Celebração Eucarística reencontramos todos os dias esta nossa identidade de pastores. Cada vez que podemos verdadeiramente fazer nossas as suas próprias palavras: “Este é o meu corpo oferecido em sacrifício por vós”. É o sentido da nossa vida, são as palavras com as quais… podemos renovar diariamente as promessas da nossa Ordenação. Agradeço-te pelo teu “sim” e por tantos “sim” escondidos de todos os dias, que só o Senhor conhece. Agradeço-te pelo teu “sim” para dar a vida unidos a Jesus: aqui está a fonte pura da nossa alegria” (Homilia do Jubileu dos Sacerdotes, 3 de junho de 2016). E convida os sacerdotes a serem prudentes e audazes ao mesmo tempo, porque a Eucaristia “não é um prêmio para os perfeitos, mas um generoso remédio e um alimento para os fracos” (Evangelii gaudium, 47).

ORAÇÃO, MARIA E A LUTA CONTRA O DIABO

“O sacerdote – sublinha o Papa – é sobretudo um homem de oração. É da intimidade com Jesus que brota a verdadeira caridade. É a união com Deus que vence as inúmeras tentações do mal. O diabo existe, ele não é um mito – recorda frequentemente – ele é astuto, mentiroso, enganador. Francisco convida a olhar para Maria, a rezar o terço todos os dias, é a sua oração do coração, especialmente neste período, para proteger a Igreja dos ataques do diabo que quer causar divisão. “Olhar para Maria é voltar a acreditar na força revolucionária da ternura e do afeto”, Ela é “a amiga sempre atenta para que não falte vinho na nossa vida” e, como “uma verdadeira mãe, caminha conosco, luta conosco e infunde incessantemente a proximidade do amor de Deus”. (Carta aos sacerdotes no 160º aniversário da morte do Cura d’Ars).

A VIDA SACERDOTAL NO CONFESSIONÁRIO

Exorta os sacerdotes a não serem rigorosos nem laxistas. A verdadeira misericórdia cuida da pessoa, escuta-a com atenção, aborda sua situação com respeito e verdade e a acompanha no caminho da reconciliação. E isto é cansativo, sim, certamente. O sacerdote verdadeiramente misericordioso comporta-se como o bom samaritano… mas por que o faz? Porque o seu coração é capaz de compaixão, é o coração de Cristo! (Discurso aos párocos de Roma, 6 de março de 2014).

OS POBRES E O JUÍZO FINAL

“A espiritualidade do sacerdote se encarna na realidade da vida cotidiana – observa Francisco – e se torna uma voz profética diante das opressões que espezinham os pobres e os fracos: a Igreja “não pode e não deve ficar à margem da luta pela justiça”, relegando a religião, como alguns gostariam, “à intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional” (Evangelii gaudium, 183), porque o Reino de Deus começa aqui na terra e é já aqui que encontramos Jesus: o juízo final centrar-se-á precisamente no que fizemos a Cristo nos pobres, doentes, estrangeiros, prisioneiros (Mt 25). Seremos julgados pelo amor: mas não pode haver amor sem justiça, como dizia São João Paulo II.

FONTE: Vticano

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Milhares de peregrinos lotam a Praça de São Pedro, em Roma, para assistir e ouvir a palavra do Papa Francisco – o líder católico que arrasta multidões por onde passa!

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