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O MAIOR DO BRASIL
Setor supermercadista foi o que mais gerou empregos nos 2 anos de pandemia
Foram 156.120 novos postos gerados, sendo 57.214 novas vagas em 2020 e 98.906 em 2021
Publicado em 23/03/2022 às 17:06 Italo
Setor supermercadista foi o que mais gerou empregos nos 2 anos de pandemia

Em plena pandemia do novo coronavírus, o setor de supermercados foi o maior gerador de empregos no Brasil, com 156.120 novos postos gerados, sendo 57.214 novas vagas, em 2020, e 98.906, em 2021. O setor foi responsável por 6,1% do total de novos postos de trabalho no período 2020/2021, de acordo com o Mapa dos Empregos no Setor de Supermercados, realizado pela Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserrj) em conjunto com a consultoria Future Tank.

O economista Guilherme Mercês, um dos sócios-fundadores da Future Tank, disse ontem (22) que em termos relativos, considerando o total de empregos gerados nos estados, o Rio de Janeiro deteve a maior participação do setor supermercadista na oferta de novas vagas de trabalho nos últimos dois anos, com 11.120 novos postos de trabalho (41% do total), respondendo por dois de cada cinco empregos abertos no território fluminense. Em 2020, foram gerados 2.483 vagas e, no ano seguinte, 8.637.

O setor supermercadista foi o que mais gerou empregos em sete outros estados brasileiros durante a pandemia: Piauí (21%), com 3.504 vagas; Rondônia (13%), com 1.838; Maranhão (12%), com 6.860; Amazonas (11%), com 4.774; Pará (11%), com 10.819; Pernambuco (8%), com 6.377; e Ceará (7%), com 6.495 postos.

GRANDE DESTAQUE

Segundo o economista, o setor de supermercados foi o grande destaque na pandemia, em 2020 e 2021 somados, porque “ele foi a grande resistência de emprego e da renda.

Em 2020, enquanto a maioria dos setores demitiu, o setor de supermercados contratou. Em 2021, ele repetiu esse desempenho e contratou novamente”.

Os supermercados ficaram entre os dez setores mais geradores de postos de trabalho em 57 dos 92 municípios fluminenses, nos últimos dois anos. Lideraram as contratações nas regiões metropolitana (7.731) e serrana (621).

O setor foi o primeiro contratador também em termos de municípios, com 3.032 novos empregos na capital fluminense; 1.276, em São Gonçalo; 854, em Nova Iguaçu; 459, em São João de Meriti; 427, em Petrópolis; 419, em Teresópolis. A pesquisa ressalta também que os supermercados estão entre os dez maiores geradores de vagas em todos os estados do país. Em termos absolutos, os campeões do ranking em 2020 e 2021 foram São Paulo, com 30.989 postos gerados; Minas Gerais (17.511); Rio de Janeiro (11.120): Pará (10.819); e Rio Grande do Sul (9.757).

O estudo se baseou em dados oficiais do Novo Caged, que é a geração das estatísticas do emprego formal por meio de informações captadas dos sistemas eSocial, Sistema do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e Empregador Web.

O presidente da Asserj, Fábio Queiróz, afirmou que o setor de supermercados teve um “papel social e econômico fundamental na pandemia, não só pela sua função de abastecimento da população, mas também por ter sido um dos pilares em termos de geração de emprego e de renda no Brasil, principalmente no estado do Rio de Janeiro”.

Reportagem de ITALO FÁBIO CASCIOLA

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