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OTISMISMO É TUDO!!! (5)
Nostalgia faz mal, viva o aqui e agora!
Saudade não faz bem: pode causar doenças como a depressão
Publicado em 24/12/2020 às 08:27 Italo
Nostalgia faz mal, viva o aqui e agora!

“Belos tempos da minha juventude!”. “Como o passado era bom! Eu era feliz e não sabia!”. Quem nunca ouviu alguém dizendo essas frases? E elas ecoam com um sentimentalismo amargo, um saudosismo que persegue a muitas pessoas que se sentem descontentes com a vida atual, depois de ter vivido décadas. Viram que tudo mudou, o mundo não é mais o mesmo... E a todo momento estão a revirar fotografias antigas, de quando eram crianças ou jovens. Imagens em companhia de parentes ou de pessoas amigas que não fazem mais parte de seu convívio diário. Nostalgia: de acordo com o dicionário, “é um sentimento ligeiro de tristeza pela lembrança de experiências vividas no passado, além de saudade ou tristeza por algo ou alguém que já não existe mais ou que não temos mais”. Muitas vezes ela faz com que a pessoa não queira abandonar o passado e fique com a vida paralisada. Quando é exagerada, a nostalgia pode causar doenças como a depressão e nesses casos é preciso buscar ajuda médica. Os nostálgicos tendem a considerar o passado muito melhor do que o presente e as pessoas mais velhas são as que sentem mais nostalgia.

NOSTALGIA É DIFERENTE DE SAUDADE

Muitas pessoas fazem confusão entre nostalgia e saudade, mas segundo Carolina Falcão, professora de psicologia da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), não são sentimentos iguais. "Somos sujeitos atravessados por saudades, já que ao longo da vida vamos deixando experiências, pessoas e prazeres para trás". A diferença dos nostálgicos, ela diz, é que além de sentirem saudade, entendem que o que tinham ou viviam no passado era melhor do que o que têm e vivem hoje.

PRESENTE POBRE DE ALEGRIAS         

A nostalgia às vezes é vista como algo sentido apenas por quem tem um presente pobre de alegrias. Mas, conforme Leila Tardivo, professora do Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo), ela tem sua importância. "Tem a ver com a memória de um tempo que passou. E isso não é necessariamente patológico. Na verdade, é necessário. Porque se as pessoas não puderem ter memória de tempos passados, de suas experiências e relações, acabam ficando como um arquivo vazio". Todos nós estamos sujeitos a sentir essa mistura de tristeza e saudade quando deixamos para trás uma fase muito boa ou somos obrigados a fazer renúncias. Afinal, se abrir para novas situações não é fácil. Leva um tempo para nos adaptarmos às mudanças. "Sempre que fazemos algum processo de transformação, por mais simples que seja, ou por mais que desejemos esta transformação, experimentamos algum tipo de sofrimento", pontua Falcão. O normal, diz Tardivo, é que esse passado querido nos estimule a crescer e ser pessoas melhores, mesmo que seja doloroso no começo. "Crescer está relacionado a ganhar e perder. Ninguém muda de fase de desenvolvimento se não perde a anterior. Isso faz parte da vida". É o que acontece, por exemplo, quando um filho deixa a companhia dos pais para seguir o próprio caminho. A ausência dele em casa é compensada pela felicidade dos pais em vê-lo realizado.

QUANDO A NOSTALGIA PODE FAZER MAL?

Tardivo afirma que a nostalgia é saudável quando traz lembranças de um passado bem vivido e ajuda a entender o presente. Mas se for muito intensa, pode até paralisar a vida. "O que prejudica é uma memória que faz a pessoa ficar amarrada no passado", frisa. Esse sentimento é tão forte em algumas pessoas que as impede de viver o aqui e agora. Como não conseguem encerrar o luto pelo que perderam de tão precioso, não acham graça em mais nada. É necessário virar a página para enxergar o brilho do presente. "Para isso, precisamos lidar com o que guardamos dentro de nós sobre a pessoa ou situação que perdemos. Nesse primeiro momento do processo, tendemos a ver a situação de forma mais parcial, já que enfrentar toda a situação de luto é um desafio bastante grande", explica Falcão. Aos poucos, essa dor vai passando. Mas nem todo mundo consegue sair dela. Ao ficar preso em uma determinada época e acreditar que só seria feliz se pudesse reviver o que não existe mais ou não é mais viável, o nostálgico sofre bastante. "Muitas vezes, esse passado fica idealizado como um tempo no qual existia muita felicidade. Numa oposição muito desleal com o presente que, certamente, impõe frustrações", ressalta Falcão. Esse olhar distorcido atrapalha algumas pessoas de verem a época lembrada exatamente como ela era. Os aspectos bons são valorizados e os maus simplesmente desaparecem. Nos casos mais extremos, elas se recusam a aceitar a época atual. Quando chegam ao ponto de não se lembrarem do passado com felicidade, como é normal, mas com uma dor insuportável, é um sinal de que estão doentes. Ouvir uma música, sentir um perfume, ver uma fotografia ou estar num lugar que traz boas recordações são motivos para elas desabarem. Experimentam uma sensação de falta constante e não se sentem bem com as mudanças do mundo. Essa nostalgia mais pesada pode gerar depressão, ansiedade, tristeza, angústia, desânimo, dor e muita vontade de chorar. No entanto, seus sintomas não são apenas emocionais. Distúrbios do sono, de alimentação e até dores crônicas podem ser outras consequências. Olhar fixadamente para trás é um caminho que pode levar ao adoecimento psíquico. Portanto, a virada deste ano é um momento importante para assumir a realidade, a de viver o aqui e agora, pois o que passou não volta mais. É perder tempo, o que é péssimo, sabendo que a vida passa rapidamente neste instante...

FONTE: Portal Viva Bem/Equilíbrio

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