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AMARGA CRISE
Explode a inflação no Brasil!!!
A inflação de outubro é a maior para o mês em 18 ANOS!!!
Publicado em 06/11/2020 às 20:29 Italo
Explode a inflação no Brasil!!!

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrou alta de 0,86% em outubro, maior alta para o mês desde 2002, quando foi de 1,31%, e também é a taxa mais elevada no ano, segundo o IBGE. Os preços dos alimentos voltaram a pesar com força bem como as passagens aéreas, e a inflação oficial brasileira seguiu em ritmo forte em outubro, marcando o resultado mais elevado para o mês em 18 anos. Em outubro, o IPCA acelerou a alta a 0,86%, de 0,64% em setembro, de acordo com os dados informados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado dos 12 meses até outubro, o IPCA registrou avanço de 3,92%, contra 3,14% em setembro, e com isso fica praticamente no centro da meta para este ano, que é de 4% com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. As expectativas em pesquisa da Reuters eram de alta de 0,83% em outubro, acumulando em 12 meses avanço de 3,90%. O IBGE explicou que a maior variação e o maior impacto no índice do mês vieram do grupo Alimentação e Bebidas, cujos preços subiram 1,93%, embora tenham desacelerado sobre o avanço de 2,28% visto em setembro. Essa desaceleração se deveu principalmente a altas menos intensas em alguns alimentos para consumo no domicílio (2,57%), como o arroz (13,36% de 17,98% no mês anterior) e o óleo de soja (17,44% de 27,54%). Por outro lado, o avanço de 18,69% nos preços do tomate foi mais intenso do que em setembro, enquanto frutas (2,59%) a batata-inglesa (17,01%) subiram após recuo no mês anterior. “Isso tem a ver com a oferta desses produtos e também se dá por conta do dólar mais alto, que fomenta exportações e restringe o oferta aqui”, explicou o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov. Tanto o pagamento do auxílio emergencial de combate ao coronavírus quanto o câmbio favorável às exportações vêm pressionando os preços dos alimentos, o que já levanta preocupações de uma alta mais disseminada dos preços. “O auxílio emergencial ajuda a sustentar os preços nesse patamar de inflação mais elevado”, completou Kislanov. Transportes, com alta de 1,19%, também exerceu impacto relevante em outubro depois que as passagens aéreas subiram 39,83%, sendo o maior impacto individual no índice geral. “A alta nas passagens aéreas parece estar relacionada à demanda, já que com a flexibilização do distanciamento social algumas pessoas voltaram a utilizar o serviço, o que impacta a política de preços das companhias aéreas”, completou Kislanov. Por sua vez, os custos de serviços subiram em outubro 0,55%, de uma alta de 0,17% em setembro. Outubro também marcou o maior índice de difusão do ano, de 68%, o que dá a ideia de que “a inflação não é só de alimentos. As altas estão mais espalhadas pelo IPCA”, segundo o gerente da pesquisa. O Banco Central reconheceu na semana passada uma pressão inflacionária mais forte no curto prazo, mas manteve sua mensagem de orientação futura e a porta aberta para eventual corte nos juros básicos à frente. Depois de manter a Selic em 2%, frisou que as projeções e expectativas de inflação seguem “significativamente” abaixo da meta para o horizonte relevante. De acordo com o presidente do BC, Roberto Campos Neto, a alta recente da inflação é temporária, minimizando a duração de todas as frentes de pressão identificadas para o avanço de preços na economia, mas frisou estar “obviamente” monitorando o movimento. O BC vê alta do IPCA de 3,1% em 2020 e 3,1% em 2021, enquanto o mercado calcula respectivamente avanços de 3,02% e 3,11% na mais recente pesquisa Focus.

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