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CORONAVÍRUS:
Covid-19: Idosos correm mais perigo!
Médicos recomendam o máximo isolamento social possível para evitar contaminação
Publicado em 01/06/2020 às 12:30 Italo
Covid-19: Idosos correm mais perigo!

A pandemia de coronavírus que se expande rapidamente afeta com gravidade os idosos. Dados obtidos a partir do surto inicial na China e mais tarde na Itália mostram que os infectados com menos de 60 anos têm um risco baixo, embora não seja nulo, de morrer de Covid-19.

No entanto, as estatísticas se tornam mais desalentadoras à medida que os pacientes envelhecem. Enquanto pacientes entre 60-70 anos têm uma probabilidade de 0,4% de morrer, aqueles com idades entre 70 e 80 anos têm 1,3% e os com mais de 80 anos, de 3,6%. Embora isso não pareça uma probabilidade muito alta de morte, no atual surto que a Itália está enfrentando, 83% dos que sucumbiram à infecção pela Covid-19 tinham mais de 60 anos de idade.

Portanto, o novo coronavírus SARS-CoV-2, que causa a Covid-19, é um patógeno muito sério para quem tem mais de 60 anos de idade. Enquanto continua a se espalhar, esse grupo mais velho continuará correndo o risco de ficar gravemente doente e morrer.

O QUE FAZ COM QUE UM VÍRUS COMO ESTE REPRESENTE MAIOR RISCO PARA OS IDOSOS?

Acredita-se que seja devido a alterações sofridas pelo sistema imunológico humano à medida que envelhece. Na vida cotidiana, o corpo experimenta um bombardeio constante de bactérias, fungos e vírus que nos tornam doentes, os patógenos. Um corpo humano é um lugar maravilhoso para esses organismos crescerem e prosperarem, pois lhes proporciona um ambiente agradável, quente e rico em nutrientes.

Os sistemas imunológicos mais velhos são mais fracos. Quando um patógeno invade o corpo, a diferença entre a doença e a saúde se torna uma corrida entre a velocidade em que tal patógeno é capaz de se expandir em seu interior e a rapidez com a qual a resposta imunológica é capaz de reagir sem causar muitos danos colaterais.

À medida que envelhecemos, as respostas do sistema imunológico inato e do adaptativo mudam, alterando esse equilíbrio. Os monócitos dos indivíduos mais velhos produzem menos interferon em resposta à infecção viral. É mais difícil para eles matar as células infectadas e transmitir sinais à resposta imune adaptativa para que se ponha em marcha.

A inflamação crônica de baixo grau que comumente ocorre durante o envelhecimento também prejudica a capacidade da resposta imune adaptativa e inata de reagir contra os patógenos. É um pouco semelhante a se acostumar, com o passar do tempo, a ruídos irritantes.

Com o envelhecimento, a redução da “capacidade de atenção" da resposta imune inata e da adaptativa torna mais difícil que o corpo responda à infecção viral, dando vantagem ao vírus. Os vírus podem tirar proveito do atraso do sistema imunológico em responder e, assim, se apoderar rapidamente do corpo, causando uma doença grave e a morte.

O DISTANCIAMENTO SOCIAL É VITAL PARA AS PESSOAS VULNERÁVEIS

Dada a dificuldade que os idosos têm para controlar a infecção viral, a melhor opção é, desde o início, evitar ser infectados. E é aí que a ideia de distanciamento social adquire importância, em especial no que diz respeito à Covid-19.

A Covid-19 é causada por um vírus respiratório que contagia principalmente pela tosse, que pode espalhar pequenas gotas de saliva que contêm vírus. As gotículas mais pesadas caem rapidamente no chão. Gotas muito pequenas secam. Gotas de tamanho intermediário são as mais preocupantes, porque conseguem flutuar no ar mais de um metro antes de secarem. Essas gotas podem ser inaladas e entrar nos pulmões.

Manter uma distância de pelo menos um metro e meio de outras pessoas ajuda a reduzir significativamente o risco de ser infectado por essas gotículas de aerossóis. Mas ainda existe a possibilidade de o vírus contaminar as superfícies em que a pessoa infectada tocou ou na qual tossiu. Consequentemente, a melhor maneira de proteger idosos vulneráveis e as pessoas imunocomprometidas é ficar longe delas até que o risco desapareça.

Autor deste artigo: BRIAN GEISS, professor associado de microbiologia, imunologia e patologia na Universidade Estadual do Colorado e recebe financiamento do National Institutes of Health, Estados Unidos.

FONTE: Das agências internacionais de notícias

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