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REPORTAGEM HISTÓRICA!
Umuarama deserta e melancólica...
O furacão Coronavírus varreu a agitação que existia na Avenida Paraná!
Publicado em 27/03/2020 às 11:00 Italo
Umuarama deserta e melancólica...

Devidamente mascarados e armados com litros de álcool gel, criamos coragem e ousamos sair do fortemente protegido QG do Portal Coluna ITALO para rodar pela cidade de Umuarama. Munidos de um super mapa da área central ampliado na tela de um super tablete, miramos o local que investigaríamos para registrar para a posteridade uma fase de cinematográfico terror, antes jamais vivida aqui na Capital da Amizade.

Estamos em plena quarentena nos protegendo do poderoso e terrível Coronavírus, que jamais imaginaríamos que atravessasse o planeta, vindo da China e invadindo a nossa amada Umuarama. Quem imaginaria, tempos atrás, que atravessaríamos uma pandemia maluca como esta que estamos vivendo???

Assim que chegamos ao início da Avenida Paraná, demos o ponto de partida desta aventura no Camelódromo – que mais parecia um barracão esquecido no tempo, completamente abandonado... Quem iria se acotovelar naqueles corredores apertados, escuros e abafados para comprar artigos vindos justamente da China??? Eu, hein!!!

Seguindo, em lenta velocidade, olhando para a direita e para a esquerda, o quadro é o mesmo: lojas e tudo o mais que existe para vender e faturar, estão com as portas abaixadas. Alguns, nem sei porquê, exibem plaquinhas: “Voltaremos a atender na semana que vem...”. Voltarão só quando for liberado o movimento comercial, sim. O cenário é ainda mais vazio do que nos domingos de verão ou feriadões, quando a avenidona fica sem uma alma sequer a vagar a pé ou motorizada. Imagens desoladoras, cidade sem vida, silêncio absoluto.

Seguimos lentamente até chegar à Praça Santos Dumont, grandiosa, monumental e completamente reformada. Mas vazia... Não há um som de qualquer espécie... Os eventos que reúnem a galera em torno da arte dançante estão adiados sem data para voltar. Sumiram as músicas em alto volume que faziam o centrão tremer nos fins de semana. A alegria também está de quarentena... Seria perigoso uma multidão de jovens dançando ao ar livre e sendo contaminados pelo vírus mortal!

Seguimos em frente pela avenidona. O cenário de agora é radicalmente diferente do que estamos acostumados a ver... Não há carros passando, não há gente encrencando por não encontrar vagas para estacionar, não há batidas nem acidentes que acontecem a todo momento no trânsito pulsante do cotidiano dessa cidade onde poucos respeitam as leis de ir e vir motorizado... E não vimos ninguém reclamar das multas que levaram porque não estavam estacionados lá...

As calçadas, em alguns quarteirões bem limpas, em outros sujas e encardidas porque os comerciantes nunca as lavaram... Os pedestres sumiram. Assim como também sumiram as placas de propaganda e os montões de produtos que os lojistas estão mal acostumados a empilhar nas calçadas gerando protestos dos pedestres donos absolutos das calçadas.

Também sumiram os camelôs vendendo CDs e outras quinquilharias que são baratas, mas só duram alguns dias porque são piratas!!! E onde andam os vendedores de frutas, de caldo de cana-de-açúcar, de melancias e laranjas??? Sumiram, porque a freguesia também sumiu!!!

E os propagandistas de lojas que ficam a gritar convites para a distinta freguesia entrar e comprar porque “aqui tudo é bom e baratinho!”? Também tomaram chá de sumiço... e a avenidona vive um silencio inédito.

Circundamos a Praça Arthur Thomas. Nada de anormal, continua como sempre... Vazia, nem mesmo depois de reformada e embelezada, ganhou movimento. A não ser quando ‘inventam’ algum evento para animar o local. A única diferença é que dá para ouvir o canto dos passarinhos que ocupam as árvores verdes e frondosas. Sem trânsito barulhento ao seu redor, a passarada forma um coral, desconhecendo o pânico que os humanos vivem neste momento de pavor! Ela parece estar numa bolha de vidro, completamente isolada e desoladora...

Logo à frente, um supermercado. Movimento por todos os lados, mas em filas organizadas, onde todos respeitam a vez para ser atendidos. As equipes de funcionários bem preparada atendem bem e todos são elogiados. O entra e sai da clientela é monitorado e tudo transcorre na mais absoluta tranquilidade. Nas farmácias que existem naquela via, o atendimento é merecedor de elogios. Não há motivos para pressa, sem furar filas nos balcões nem nos caixas.

Outro detalhe que merece registro: os cruzamentos de ruas e avenidas em toda a extensão da Avenida Paraná também estão desertos, não atravessa ninguém. Os semáforos parecem inúteis, pois não há movimento de lado nenhum, portanto, nenhum doido para cruzar e provocar acidentes! Sossego absoluto...

Chegamos à bela Praça Miguel Rossafa, a mais colorida, a mais divertida e a preferida das famílias de Umuarama. Antes de aparecer esse maldito vírus que assusta o planeta inteiro, aquele espaço vivia movimentadíssimo. Pais e mães levando os filhos para brincar; avós e avôs passeando com os netinhos; filas no parquinho infantil para curtir os brinquedões... Agora ela também está deserta, amarga o esquecimento, sumiu todo mundo... Mas as flores e os gramados continuam lá, formosos, esperando que esse furacão Corona passe logo e suma das nossas vidas e que a galera toda volte para ser feliz na nossa linda praça!

A gente olha ao redor da Miguel Rossafa, tudo parado, o silêncio retumba na nossa alma. Aqueles prediões em construção ali perto assistem ao drama como gigantes sentinelas...

Incrível a paisagem que nos assusta: ninguém, absolutamente ninguém passa por ali – o que nos causa pavor, pois é uma entrada da cidade e um dos pontos mais agitados do centro. E, agora, completamente deserta... A Avenida Londrina, observamos ao longe, está igual: completamente morta, sem uma alma viva. Nada, absolutamente nada para ver ou ser visto...

Incrível, nunca vi isso na minha vida – 63 anos vividos na Capital da Amizade, onde cheguei com apenas 4 aninhos de idade! E, observem: é uma cidade com mais de 100.000 habitantes. Disse: CEM MIL!!! Desde que começou o surto do Coronavírus todos nós viramos reféns, em casa. A Capital da Amizade está completamente irreconhecível!!!

Se de uma forma nos entristece ver a nossa cidade cavernosamente deserta, por outro lado isso nos leva a comemorar o comportamento exemplar de nossa gente amiga. Todos nós estamos obedecendo à risca as normas e os conselhos das autoridades e, principalmente, dos agentes da Saúde Pública. Todos estão sendo obedientes à ordem de que é necessário ficar em casa! Evitar aglomerações e adotar o isolamento social, neste momento, é fundamental para a saúde de todos! A hora é de se proteger e essas normas vão salvar as nossas vidas!!!

E assim, unidos, atravessaremos este momento tão dramático e perigoso, uma fase que as gerações atuais nunca haviam atravessado. Em Umuarama, fundada em 1955, nunca aconteceu nada igual, nada tão assustador! Então, vamos provar que somos fortes e temos fé em Deus e que vamos superar esta tragédia. Vamos nos mirar nos exemplos de outros países devastados por esta doença, mas onde milhares de pessoas sobreviveram porque seguiram as normas de Saúde e se protegeram da contaminação. Esse é o único jeito de se salvar e de salvar todos nós! Força e fé, Umuarama!!! (ITALO FÁBIO CASCIOLA)

WWW.COLUNAITALO.COM.BR

FOTOS ESPECIAIS E EXCLUSIVAS:

Para ilustrar esta reportagem especial retratando um dos momentos mais dramáticos da história de Umuarama – do Brasil e do Mundo -, a repórter fotográfica THAIS POLESI se inspirou de todo seu talento e sensibilidade, gravando em vídeo e fotografando minuciosamente cada trecho da Avenida Paraná, a principal via da Capital da Amizade – que pela primeira vez, desde que construída em 1953 (antes mesmo da fundação da cidade), se encontra completamente desabitada e sem movimento algum, completamente sem vida. Pedestres e motoristas, lojistas e clientes, enfim, toda a população está em suas casas e só voltará após passar esse terrível furacão Coronavírus. São imagens desoladoras de um mundo vazio, mais parece que todos foram embora depois de uma guerra brutal! Para assistir, ver, rever e guardar para mostrar para as futuras gerações que nascerão aqui na Capital da Amizade!

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