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ORGULHO NACIONAL!
De Umuarama para o mundo: Jéssica!
Jéssica Bate-Estaca é a terceira brasileira a ser campeã do UFC!
Publicado em 14/05/2019 às 09:52 Italo
De Umuarama para o mundo: Jéssica!

A paranaense Jessica Andrade, nascida em Umuarama, é a nova campeã mundial do UFC! Na madrugada deste domingo (12), a Bate-Estaca nocauteou a americana Rose Namajunas no segundo round e faturou o cinturão peso-palha feminino, na luta principal do UFC (Ultimate Fighting Championship) Rio 10 (UFC 237), realizada na Jeunesse Arena, na Barra da Tijuca (RJ).

Jessica Bate-Estaca, nome com o qual faz fama no mundo do UFC, entrou no grande duelo da noite com a missão de faturar o cinturão peso-palha da americana Rose Namajunas. Embalada por três vitórias consecutivas contra adversárias perigosas, a brasileira começou a luta tomando alguns jabs que a prejudicaram. No entanto, Bate-Estaca conseguiu uma reviravolta e aplicou duas quedas de cinema. O público foi ao delírio no ginásio. O combate seguiu muito movimentado, com trocação pra tudo quanto é lado.

A chinela continuou comendo solta no terceiro round, com Jessica indo pra cima a todo momento. Ao aplicar uma nova senhora queda, a Bate-Estaca conseguiu nocautear a americana e se tornou a nova dona do cinturão no peso-palha. O título confirmou o reinado brasileiro feminino na organização.

Agora, das quatro categorias da competição feminina, em três há lutadores do País como campeãs. Além de Bate-Estaca, o Brasil tem Amanda Nunes como a detentora dos cinturões unificados dos pesos galo e pena. O peso-mosca tem Valentina Shevchenko, do Quirguistão, como soberana.

"Eu voltei muito consciente do que podia fazer no segundo round. Ela veio mais lenta e eu consegui dar o meu bate-estaca. Ainda não tinha conseguido dar. Saiu o bate-estaca, galera! Isso é muito treino e dedicação. Hoje deu certo", comemorou a nova campeã.

JESSICA DEDICA CINTURÃO AO ANTIGO TREINADOR

Tão logo recebeu o sonhado cinturão dos pesos-palhas, Jéssica Bate-Estaca o retirou e o dedicou ao seu antigo treinador Gilliard Paraná, que a treinou desde o início da carreira e estava ao seu lado no octógono.

"Eu estou muito feliz. Esse cinturão aqui é desse cara (Gilliard). Porque sem ele eu não teria chegado aqui hoje. Se não tivesse montado a academia na casa da mãe dele, eu, filho de pedreira, de faxineira, não estaria aqui hoje", disse enquanto Gilliard chorava de emoção.

BATE-ESTACA SOFRIA ESCORIAÇÕES DE NAMAJUNAS

O golpe "bate-estaca" foi um verdadeiro "coelho da cartola" que Jessica Andrade tirou para vencer Namajunas. No primeiro round, a americana conectou bons jebs diretos no rosto da brasileira, que teve ferimentos, principalmente no supercílio esquerdo.

Derrotada no assalto inicial, Jessica voltou para o octógono mais agressiva e nocauteou a adversária com sua especialidade aos 2m58s do segundo round.

JESSICA SALVA A NOITE DOS BRASILEIROS NO CARD PRINCIPAL!

Até Jessica Bate-Estaca obter o cinturão do peso-palha, os brasileiros vinham sofrendo no card principal. Todos eles perderam. Anderson Silva por nocaute técnico. José Aldo e Thiago Pitbull, por decisão unânime. Bethe Correia por finalização.

Esta é a segunda vez que a paranaense de Umuarama tentou ser campeã do UFC. Em 2013, Bate-Estaca foi a primeira brasileira competir no maior evento de MMA do mundo. Naquela luta ela atuou pela categoria galo (até 61 kg) e foi derrotada por nocaute técnico no segundo round por Liz Carmouche.

ELA NASCEU EM UMUARAMA

Jéssica Andrade nasceu em Umuarama, no Paraná, mas vive em Niterói há mais de 6 anos. A atleta de 26 anos quer aproveitar a conquista do título para homenagear não só as suas duas cidades, mas também todos os fãs espalhados pelo Brasil.

“Hoje somos atores principais do maior evento do mundo e um dos melhores cards da história”, destaca.

“Niterói me abraçou com muito carinho e muito amor. Não só Umuarama vai estar feliz, mas o povo em Niterói também estará. A alegria será para todo o Brasil. Meu recado é para que todos mandem muita energia positiva. Que tudo dê certo. Acredito que a alegria de sempre e todo mundo com o mesmo pensamento vão me ajudar bastante a sair com a vitória. Tenho certeza que serei campeã e que darei o meu melhor dentro do octógono”, prometeu a lutadora antes da luta.

“Meu primeiro contato com as lutas foi por meio de uma aula de judô no colégio. Fiz essa aula, o professor perguntou se eu já havia lutado e acabei entrando no jiu-jitsu”, relembrou a paranaense, que é a principal atleta da PRVT.

Jéssica nasceu e foi criada na zona rural de Umuarama. Seus pais, Julio e Neuza, sempre trabalharam na roça (plantações de cana-de-açucar) e foi nesse habitat simples onde a garota cresceu.

Bem antes de virar Bate-Estaca, ela já ajudava nas plantações de algodão, milho e feijão. “A vida dela sempre foi muito corrida, muito trabalhada. Não teve uma infância de criança. Aqui os filhos nascem trabalhando”, recorda o pai.

Até 2011, ano em que estrou no MMA profissional, a lutadora ainda auxiliava Julio, que era tratorista em uma usina de cana-de-açúcar. “Trabalhei cinco anos em um pesque-pague também. Só folgava um dia na semana. Fazia de tudo, limpava peixe, era garçonete…”, conta Jéssica, que também foi motogirl — entregava remédios para uma farmácia.

Jéssica estava no terceiro ano do Ensino Médio, em 2010, quando teve o primeiro contato com a luta. No contraturno escolar, conheceu o judô no projeto Mais Educação do Colégio Estadual Monteiro Lobato.

“Só que o professor não queria me deixar ficar porque as aulas eram só para os alunos do primeiro ano. Convenci ele a fazer a aula e passei o carro em todo mundo”, lembra.

Sua habilidade natural chamou atenção e, logo em seguida, foi chamada pelo mestre Tomeya Sasahara Filho a treinar na academia Gracie Humaitá. Como não tinha condição, pagava metade da mensalidade de R$ 80.

Jéssica começou a treinar jiu-jítsu já no ano seguinte. No primeiro campeonato, encarou uma adversária 10 kg mais pesada e muito mais experiente. “Era uma paraguaia, ela estava ganhando e na época eu fiquei apavorada. Eu a ergui e taquei no chão. Fui desclassificada por causa do bate-estaca”, explica.

ESTREIA ACONTECEU EM UMUARAMA

Em 6 de setembro de 2011, Bate-Estaca estreava no MMA profissional. O evento era o Sagaz Combat, em Umuarama. Gilliard Paraná, hoje treinador da paranaense, era o técnico da primeira rival e também ajudava a montar o card do torneio local.

“Me falaram que tinha uma menina começando, faixa-branca de jiu-jítsu, que queria estrear. Era jogadora de futebol, tinha jeitinho de homem, e disseram que talvez toparia. Falei para pôr ela mesmo”, relembra ele.

A luta foi contra Weidy Borges, que já tinha quatro lutas (e três vitórias). De acordo com Paraná, a diferença técnica entre as duas era nítida, mas acabou não contando no fim das contas. Vitória por nocaute técnico no segundo round para Jéssica. “Ela venceu meio que na brutalidade”, ressalta o líder da academia PRVT (Paraná Vale-Tudo).

Assim que identificou Jéssica como um diamante bruto, Paraná a convidou para fazer parte de sua equipe. Por causa de questões particulares, a atleta demorou a aceitar. No período de aproximadamente um ano, ela fez mais oito lutas (seis vitórias e duas derrotas) antes de se mudar, entre idas e vindas, definitivamente para Niterói.

Foi somente após perder para Jennifer Maia no Samurai FC 9, em dezembro de 2012, que a paranaense passou treinar na PRVT. Atualmente, Maia é campeã do Invicta na categoria mosca até (57 kg).

“Foi uma luta dura, derrota por decisão. E foi ali que falei para ela: você tem potencial. E com a parte física que Deus te deu, não tem como você não evoluir se tiver o treino certo”.

ESTREIA UNTERNACIONAL FOI NA RÚSSIA

2013 foi o ano que mudou a vida da lutadora. Em janeiro, a paranaense conseguiu mais uma vitória em um torneio de pequena expressão, já no Rio de Janeiro. Três meses depois, sua próxima luta já aconteceria em outro patamar, na Rússia, no ProFC 47. A adversária local, Milana Dudieva, vinha de oito triunfos seguidos.

Gilliard Paraná não teve dúvida em escalar Jéssica, ainda crua, em uma disputa tão importante. “Nego fala que é botar em fria. Mas se o atleta estiver bem treinado, pega a fria e esquenta. Sou conhecido por isso. Em uma equipe maior dificilmente iriam acredita nela naquele ponto da carreira”, afirma o líder da PRVT.

“Não teria nada do que tenho hoje sem o mestre. Quem apostaria em uma menina faixa-azul que não sabia nada e lutava só na vontade. Ele sempre insistiu. Nunca tive técnica e aprendi muita coisa com ele. Ele me colocou em lutas que ninguém colocaria”, reforça Jéssica.

PRIMEIRA BRASILEIRA NO UFC

No fim de julho, Bate-Estaca pisava no octógono do Ultimate pela primeira vez — e também foi a primeira brasileira competir no maior evento do mundo. Na categoria galo (até 61 kg), foi derrotava por Liz Carmouche. Nocaute técnico no segundo round.

Prova de que o nível de competição era mesmo diferente. “Ela era muito crua quando comecei a treiná-la. Mandava dar um jab e dava um cruzado. Ela aprendeu a lutar mesmo foi no UFC. Fomos moldando ela lá”, ressalta o treinador. Nessa mesma divisão, a paranaense emendou três vitórias seguidas. Depois, perdeu para Marion Reneau, derrotou Sarah Moras e foi derrotada na revanche com Raquel Pennington.

Foi aí que Paraná teve outro estalo. “Vamos descer de divisão”, avisou. Jéssica concordou de prontidão. Se já conseguia bater em adversárias maiores, teria uma vantagem interessante diante de rivais teoricamente mais fracas. Outro benefício seria aumentar seu gás. Mas para funcionar, ela teria de mudar sua atitude.

A tática deu tão certo que depois de passar por Jessica Penne e Joanne Calderwood, a brasileira recebeu a chance de disputar o cinturão. Oferta recusada. A decisão foi por ganhar mais experiência e se preparar melhor. Em fevereiro de 2017, veio o triunfo por decisão unânime sobre Angella Hill. Agora Jéssica estava pronta.

UMUARAMA NO CORAÇÃO!

A poderosa Jéssica Bate-Estaca nunca esquece de citar o nome de sua cidade natal em suas entrevistas a jornalistas brasileiros e à mídia internacional. Ela é uma grande divulgadora da Capital da Amizade, uma verdadeira Embaixatriz de nossa Umuarama, fato que orgulha nossa gente que vive torcendo pelo seu sucesso! (ITALO FÁBIO CASCIOLA)

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A pequena Jéssica, durante a sua infância na zona rural de Umuarama.

Jéssica, já adolescente, pilotando um trator que o pai usava para trabalhar nas plantações de cana-de-açucar no município de Umuarama.

Jéssica Andrade, hoje mundialmente famosa como “Bate-Estaca”, é orgulho de Umuarama, do Paraná e do Brasil no mundo dos grandes espetáculos do UFC!

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