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A GALERA DO BEM!
Bem-aventurados Doutores Palhaços!
Eles formam o Projeto V.I.D.A. e levam alegria a hospitais e entidades
Publicado em 22/01/2019 às 15:42 Italo
Bem-aventurados Doutores Palhaços!

Em Umuarama, quando se fala no Projeto V. I. D. A. imediatamente vem à nossa mente a simpática imagem de dez divertidos artistas exercendo com maestria o talento de palhaços. E com essa arte, pululando e divertindo com gestos angelicais, seguem pela vida espalhando o bem a quem precisa de carinho em momentos de dor e angústia.

São jovens, com bonitos sorrisos e narizes ostentando as clássicas bolinhas vermelhas, que atuam num palco diferente dos artistas circenses. Eles percorrem hospitais e entidades filantrópicas da Capital da Amizade praticando uma nobre missão: levar alegria e provocar risos em quem está triste, ou solitário, ou se sente abandonado pela vida...

Essa galera do Projeto Viver, Inspirar, Doar e Amar – V.I.D.A. – ganhou popularidade em Umuarama e suas belas ações de solidariedade são compartilhadas às centenas pelas redes sociais: os umuaramenses têm o maior orgulho da cidade possuir um grupo de mensageiros de bondade ao próximo e presenteiam os Doutores Palhaços com carinhosos elogios e aplausos!

Hoje o Portal ITALO homenageia os Doutores Palhaços do Projeto V.I.D.A. contando a história do grupo, que vai completar 2 anos de atividades. Para que a reportagem seja perfeita, convidei Jefferson do Carmo Ribeiro, o palhaço Pitico, fundador do projeto, para contar tim-tim por tim-tim a trajetória de sua galera e da bonita aventura que é percorrer os hospitais levando mensagens de amor e alegria no sentido mais amplo da palavra, porque são esses os melhores “remédios” para adoçar a vida de quem está carente de atenção neste mundo que às vezes é perverso com muita gente. Leiam a seguir o relato do Pitico na íntegra. (ITALO FÁBIO CASCIOLA)

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COM A PALAVRA DO FUNDADOR:

Como diz o ditado popular: “Deus escreve certo por linhas tortas!”, gosto muito desse ditado por expressar o poder ilimitado de Deus em poder achar virtude naquilo em que muitos não enxergam nenhuma possibilidade, mas acredito muito mais em uma adaptação desse pensamento: Deus escreve certo em qualquer lugar, mesmo que nem existam linhas!

Foi assim que surgiu o Projeto V.I.D.A. (Viver, Inspirar, Doar e Amar), um projeto de palhaços em hospitais.

No início de 2012, descobri o teatro, na verdade sempre tive um pezinho nos palcos, desde os tempos de colégio, mas foi à frente de um grupo de teatro chamado GTALC (Grupo de Teatro e Adoração Libertando Cativos) que descobri realmente a paixão pelo teatro, e uma vez como líder do grupo, buscar inovação e capacitação não eram mais uma opção, eram obrigação.

Então soube de um evento em Umuarama da Igreja Batista Betel, o Multiministerial, onde eram oferecidas oficinas das mais diversas áreas da arte, inclusive teatro. Fiz minha inscrição e lá conheci o ator André Ribeiro, de Curitiba, fiz a oficina com ele, e depois em uma longa conversa, descobri que ele, além de ator, era palhaço profissional.  Palhaço profissional?

Sempre achei que ser palhaço era a coisa mais simples do mundo, e nunca estive tão enganado. Aprendi com esse oficineiro, que depois virou amigo, que a arte do palhaço era um universo mais vasto e diverso do que aquele que eu conhecia, e me encantei por esse novo mundo que se apresentou a mim, então passei a estudar, nos anos posteriores, 2013 e 2014, fui a um congresso de artes na cidade de Maringá chamado Acamparte, promovido pelo grupo Expressão de Amor, lá conheci o pessoal do Terapia da Alegria, um grupo de palhaços que atua em vários hospitais de lá, e pude fazer oficina de palhaço com Hudson Zanoni, o palhaço Adalberto Pé de Chinelo, que é o fundador do grupo, e com Alexandre Penha, o Cajuíno Castanho, dois mestres na arte  do palhaço, que me passaram muitas dicas e direções de como vestir o nariz vermelho, a menor máscara do mundo, mas uma máscara que esconde um nariz, para revelar um ser humano.

Depois de um hiato de dois anos estudando, lendo material, vendo vídeos, trocando ideias com meus amigos, logo após o nascimento do meu primeiro filho, Benjamin, surgiu o convite para começar um projeto de palhaços em hospitais no Hospital Cemil de Umuarama.

Esse convite foi feito pela Adriana Santos, uma amiga que trabalhava como coordenadora de eventos nesse hospital. Mais do que depressa aceitei o convite e no dia 1º de julho de 2017, eu e mais um amigo, Paulo Henrique Barbanti, começamos nossa odisséia nesse lindo universo. Eu como o palhaço Pitico e ele como o Fiapo.

Mais tarde uma amiga de Umuarama com a qual já dividi o palco adentrou o grupo, a Amanda Formigoni, a palhaça Vandinha. Depois de mais um tempo, novas pessoas adentraram a equipe, Lúcia Gomes como a palhaça Mel e Regiane Yurie Kimura, nossa fotógrafa.

Após a primeira visita, tive a certeza de que era uma coisa que eu não tinha como não fazer, não como obrigação, mas por amor. O hospital é por si próprio um lugar cinza, onde muitas das pessoas que lá estão, não queriam estar, e é para colorir um pouco esse lugar que nós vamos uma vez a cada quinze dias para conversar, visitar, cantar, brincar e distrair.

Visitamos as enfermarias, refeitório, quartos, UTI, UTI Neo Natal e demais áreas. Nosso projeto está no começo ainda, somos um bebê aprendendo a engatinhar, mas com a graça de Deus estamos tendo uma resposta muito positiva do trabalho, muitas vezes pensamos que estamos fazendo algo por eles, quando na verdade eles que fazem por nós.

Em 2018 o projeto cresceu e hoje conta com 10 pessoas entre palhaços e aprendizes, são feitos treinamentos, onde repassamos os ensinamentos aprendidos com nossos mestres, dividimos as experiências conquistadas nas visitas e traçamos os planos e metas do grupo.

Uma dessas metas e conquista mais recente foi a implantação do projeto na grade de visitas do Lar São Vicente de Paulo, em Umuarama, a partir de janeiro de 2019, onde vamos encontrar nossos amigos mais vividos, que têm uma bagagem imensa, e vivências das mais variadas, vamos lá mais para aprender com eles, fazendo companhia em boas e longas conversas.

ATUALMENTE OS INTEGRANTES DO PROJETO SÃO:

- JEFFERSON DO CARMO RIBEIRO, 36 anos, auxiliar administrativo, o palhaço Pitico.

- PAULO HENRIQUE BARBANTI, 30 anos, engenheiro civil, o palhaço Fiapo.

- AMANDA FORMIGONI DA SILVA, 27 anos, estudante de veterinária, a palhaça Vandinha.

- MARIA LÚCIA GOMES, 37 anos, auxiliar administrativa, a palhaça Mel.

- ALANNA FERNANDES DE CASTRO, 21 anos, estudante de psicologia, a palhaça Capitulina.

- ANNA LUÍZA LEMES CALGARO DA FONSECA, 36 anos, professora, a palhaça Catalunha.

- CARLOS ANTÔNIO ZAGO, 32 anos, consultor de vendas, o palhaço Carlito.

- HEITOR REYS, 36 anos, auxiliar administrativo, o palhaço Gominho.

- REGIANE YURIE KIMURA XAVIER, 23 anos, auxiliar administrativo.

- LAÍS FRANCISCATTO, 22 anos, professora.

- MARCELO VINICIUS BARBOSA, 25 anos, engenheiro civil.

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Os Doutores Palhaços do Projeto V.I.D.A. em pose especial para o Portal ITALO: da esquerda para direita (Franthesca), Amanda (Vandinha), Lúcia (Mel), Heitor (Gominho), Carlos (Carlito), Regiane Yurie (Chung Lee) e Alanna (Capitulina); agachados, esquerda para direita: Paulo (Fiapo) e Jefferson (Pitico).

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