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VALDIR MIRANDA
‘DROPS’: JORNALISMO SÉRIO FOCADO EM UMUARAMA
Pioneiro da mídia da Capital da Amizade, ele foca os assuntos palpitantes da nossa urbe!
Publicado em 15/04/2024 às 15:27 Italo
‘DROPS’: JORNALISMO SÉRIO FOCADO EM UMUARAMA

DROPS Por Valdir Miranda

Assim como uma boa bebida deve ser consumida em goles para que o sabor possa ser mais bem apreciado, a informação precisa ser bastante sucinta, porém crível. Daí a proposta de escrever notas curtas, mesmo que estejam interligadas em busca de um objetivo final, qual seja o de melhor esclarecer o assunto abordado.

MEMÓRIA

– Tenho lido bastante ultimamente as crônicas do “velho Chila”, o amigo Ítalo (Fábio Casciola Martinez), um chileno de nascimento e umuaramense por adoção e devoção. Muitas delas falam da “antiga” Umuarama, fazendo muita gente relembrar tempos passados. A maioria dos leitores desses olhares do Chila sobre a cidade costumam publicar comentários dizendo “bons tempos que não voltam mais”. Isso é o que chamamos de saudade pura.

PRAÇA ARTHUR THOMAS

- Por falar no assunto, continuo passando quase que diariamente pela Praça Arthur Thomas, o coração da colonização de Umuarama. Faço isso desde o fim dos anos 50 (quando acompanhava meu avô em suas vindas ao povoado vindo das Três Placas, e já no ano 60 com uma caixa de engraxate na porta do Bar Carioca). Penso hoje, ao ver colchões, forros de cama e cobertas amarrotadas cobrindo corpos maltrapilhos de moradores de ruas, sobre a transformação da praça.

Nessa época, o ruído maior que se ouvia era o das serras preparando a madeira para a construção da cidade. E na praça as jardineiras trazendo sonhos e esperanças despejam famílias completas de migrantes de várias regiões de um novo Paraná que emergia em meio à mata fechada.

ONTEM E HOJE

– As comparações entre o ontem e o agora da Arthur Thomas nos levam a refletir sobre as mudanças de costumes da sociedade. Primeiro, a praça, ainda rústica, era o centro do desenvolvimento da cidade; em seguida, já urbanizada (calçada ainda de forma precária), passou a ser encontro dos jovens enamorados, das famílias; o local dos shows. Hoje, a praça está entregue aos moradores de ruas e aos pombos.

POLÍTICA PÚBLICA

- As observações iniciais são o preâmbulo de uma conversa mais ampla. A ausência de uma política pública de ocupação dos espaços públicos. Se o poder público se ausenta, os que vivem à margem da sociedade ocupam o espaço. É o que se vê, hoje, na maioria dos logradouros públicos da nossa cidade. E a ausência do poder público nessa questão (e, em muitas outras) é responsabilidade da sociedade, do eleitor, para melhor resumir. Somos nós, eleitores, que escolhemos nossos administradores. Discutimos com eles as políticas públicas? Nossos vereadores, nossos prefeitos, nossos conselhos “oficiais” debatem políticas públicas? Umuarama, salve-se uma ou outra exceção, nem sabe o que é isso.

ELEIÇÕES AÍ

– Estamos à beira de uma nova eleição municipal. Vamos eleger prefeitos e vereadores que assumem em 2025. Umuarama como um todo tem sido tão alheia às questões políticas que a absoluta maioria da população (para não dizer a totalidade) não se lembra em quem votou para deputado estadual ou federal em 2020.

Ou estou exagerando?

O que diria (ou pensaria) o nosso prezado eleitor que o futuro de Umuarama não está sendo decidido aqui na cidade. É o preço da nossa ignorância política, da nossa irresponsabilidade coletiva, da nossa falta de solidariedade.

É FATO

- Nosso município não elegeu nenhum deputado para chamar de seu (seja federal ou estadual). Umuarama, literalmente, “foi vendida” para candidatos de outras cidades. São esses políticos que, através dos partidos que estão filiados, vão decidir quem serão os candidatos a prefeito, vice e vereadores. É triste, mas é a realidade. Perguntem ao prefeito de onde são os deputados que ele “escolheu” para representar Umuarama em Curitiba e Brasília. Faça a mesma pergunta aos vereadores para que eles digam quais os candidatos que eles apoiaram nas eleições passadas para as Casas Legislativas. Umuarama encontra-se miseravelmente sem representantes políticos legítimos. E são eles, podem acreditar, que indicam candidaturas.

FUNDO DO POÇO

– Politicamente, Umuarama chegou ao fundo poço. Para se recuperar será necessário um esforço concentrado, uma verdadeira força tarefa que una os segmentos empresariais, os classistas e religiosos. O município não pode continuar à mercê de pessoas que sabem, com certeza, o número de eleitores, mas não conhecem a nossa história e nem nossas origens. Importam-se menos com nossos problemas, com nossos anseios. Eles só querem o seu voto e, depois, mandam uma “emendinha” do orçamento para adoçar o cafezinho de alguns, mas que, na real mesmo, servem para fazer publicidade. Politicamente, Umuarama já não pode dizer que o buraco é mais embaixo, passamos disso. Hora de essa sociedade levantar a cabeça e parar de dizer amém para esses morcegos da nossa vida política (que, aliás, precisa ser retomada por nós).

VALDIR MIRANDA * Radialista e jornalista aposentado

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