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EVOLUÇÃO
Escolas cada vez mais modernas e seguras no Paraná!
Biometria facial nos colégios da rede estadual
Publicado em 09/06/2023 às 11:18 Italo
Escolas cada vez mais modernas e seguras no Paraná!

Implementada de forma gradual desde o início do ano letivo na rede estadual de ensino, a chamada por reconhecimento facial chegou a 1.667 colégios no início deste mês de junho, ou seja, todas as instituições aptas a receberem a tecnologia até o momento.

A nova solução possibilita que os professores façam a chamada usando o celular, que reconhece os estudantes por biometria facial.

"Em todas essas escolas [1.667] a solução está disponível ao professor para que no momento em que for fazer a chamada, em vez de fazê-la nominalmente, o que levaria muito mais tempo, ele tira de uma até quatro fotos da turma e a própria solução indica quem são os presentes.

Processadas as imagens, basta que o professor confirme”, explica o diretor de Tecnologia e Inovação da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR), Claudio Aparecido de Oliveira.

O projeto-piloto foi iniciado com 89 escolas e depois expandido para 422. “Com o amadurecimento da solução, aperfeiçoando e adequando à realidade da rede, houve essa ampliação gradativa. A meta era atender 100% das escolas conectadas por fibra óptica, que foi concluída no início de maio”, comenta Oliveira.

O diretor da Seed-PR explica que além de reduzir o tempo de chamada de em média 5 minutos (por vezes até mais) por aula, chamando aluno por aluno, o objetivo é ter um registro de frequência mais preciso por meio da solução de inteligência artificial.

COMO FUNCIONA

O primeiro passo aconteceu no início do ano letivo ou acontece assim que o estudante ingressa na escola: o cadastro de fotos de cada estudante pelo aplicativo Escola Paraná — a biometria.

Após o cadastro biométrico, a chamada em sala é feita por meio do aplicativo Escola Paraná Professores ou pelo Registro de Classe Online (RCO), ambos com desenvolvimento da Celepar. Os professores podem tirar até quatro fotos da turma, e a presença é concedida de forma cumulativa para cada registro fotográfico, apresentando o número de estudantes reconhecidos em cada foto.

A lista de presença completa então aparece na tela e o(a) professor(a) pode fazer ajustes manuais caso algum estudante não tenha sido reconhecido.

EVOLUÇÃO

Professores de uma das primeiras escolas a receber o projeto-piloto, o Colégio Estadual Cívico-Militar República Oriental do Uruguai, na capital, relatam a evolução da tecnologia durante o primeiro trimestre. “Estou usando desde o início do ano e estou gostando muito. No começo o aplicativo tinha certos problemas, mas foi melhorado ao passar do tempo e agora reconhece praticamente 100% dos nossos alunos”, diz Eliane Vieira Lorenz, professora de Matemática.

Professor de Física da instituição, Matheus Henrique Reule também viu a evolução e comentou sobre a adaptação dos estudantes. “Os alunos mesmo tinham dificuldade de entender que a chamada seria feita por foto, mas agora com alguns meses depois da implementação já estão mais acostumados e a gente não perde tanto tempo”.

Reule diz que faz quatro fotos da frente da sala: uma do lado direito, outra do esquerdo e duas do centro. "Geralmente capto duas vezes cada aluno e não estou tendo problemas. Num contexto mais amplo, [a solução] também auxilia o professor que é mais novo [na escola ou na sala], do PSS por exemplo, que às vezes não tem tanto conhecimento dos alunos e [a ferramenta] vai reconhecer, evitando uma presença errada”, comenta.

SEGURANÇA

A ferramenta desenvolvida pela Celepar e que conta com software de inteligência artificial contratado pela Seed-PR segue padrões e leis de privacidade e segurança de dados.

“Nem a foto do cadastro biométrico nem a do registro da frequência do dia a dia fica no dispositivo local do usuário [que tirou a foto]. É uma imagem enviada ao servidor da Celepar, criptografada e à qual não há acesso direto, somente via datacenter da Celepar. A gente tem total segurança e cuidado com relação ao armazenamento dessas imagens dos alunos, seguindo a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais)”, explica o diretor de Tecnologia e Inovação da Seed-PR. Por mês, agora que está presente em mais de ¾ das instituições, o investimento é de R$ 300 mil.

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