Quebra da safra de milho é a maior da história do Paraná
A safra de milho paranaense deve ter uma perda de 8,5 milhões de toneladas, representando 58% em relação à previsão inicial de 14,6 milhões de t, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.
Com isso, o Estado deve colher 6,1 milhões de t do cereal. “Em termos de volume, é o maior da história do Paraná e pode ser também o maior em termos percentuais”, diz o analista do Deral, Edmar Gervásio. A quebra foi causada principalmente pela seca, aliada a pragas e baixas temperaturas.
A perda financeira é estimada, considerando os preços médios de 2021, em cerca de R$ 11,3 bilhões, conforme o Deral. Segundo Gervásio, esse volume equivale à perda de três primeiras safras de milho no Paraná, que normalmente fica em torno de 3 milhões de t. Com menos produção, o preço ao produtor está superando R$ 90 a saca neste mês, o que aumenta os custos para empresas de frango e suíno.
Nesse cenário, a importação de milho da Argentina começa a crescer. “Não é algo comum”, pontua Gervásio. Por ter sido plantada mais tarde, a cultura enfrentou a seca, o que foi fundamental para os prejuízos. As geadas dos últimos dias ainda não foram contabilizadas, o que pode reduzir ainda mais as expectativas. “Para o milho, a tempestade foi perfeita, com estiagem, geada e a praga do enfezamento em uma única safra e em intensidade grande”, assinala Gervásio.
“Apesar do cenário pessimista, temos preços bastante interessantes para os produtores, um aumento em torno de 124% quando comparado com o mesmo período do ano passado”, acrescentou o chefe do Deral, Salatiel Turra.
O órgão prevê, “potencialmente”, aumento de preços no segundo semestre, dependendo também do câmbio, da produção norte-americana e da demanda chinesa.
FONTE: Com informações do Deral e da Broadcast