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REALIDADE NACIONAL
Sem auxílio, a previsão é de colapso econômico em 2021
É o que informa o Instituto Fecomércio: que sirva de alerta para o comércio
Publicado em 01/02/2021 às 14:50 Italo
Sem auxílio, a previsão é de colapso econômico em 2021

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio-RJ, em janeiro, apontou que um terço dos empresários do estado acredita que a situação vai piorar com o fim do auxílio emergencial. Para o presidente da Fecomércio-RJ, Antonio Florencio de Queiroz Junior, é fundamental que passada a eleição do Congresso o tema volte a ser debatido e que uma solução seja encontrada. "Espero que no minuto seguinte voltemos a tratar de um pacote econômico para salvar 2021", disse em entrevista à coluna. "Quando pedimos a volta desse benefício, não é uma reclamação abstrata. Os números mostram o impacto dessa medida. A decisão será do governo e do Congresso". Segundo ele, o auxílio emergencial é fundamental para o comércio. "Sem o auxílio, como mostrou uma pesquisa recente do Datafolha, quase 70% das pessoas beneficiadas não encontraram uma outra fonte de renda. Ou seja, sem ele o horizonte é de uma forte depressão nas vendas do comércio, o que impacta os demais setores", diz. Na visão de Queiroz Junior, é fundamental que o governo comece a tirar do papel novas medidas econômicas, sob o risco de um agravamento da situação econômica ainda pior do que 2020. "O Brasil corre o sério risco de entrar em colapso econômico em 2021 se o governo demorar e não tomar medidas como tomou no ano passado. As pessoas e as empresas não podem ficar à deriva", diz.

INÍCIO DE 2021 ESTÁ SENDO DIFÍCIL PARA O COMÉRCIO

O executivo afirma que, apesar de um segundo semestre de 2020 que tivemos com sinais de recuperação, a situação neste início de ano 2021 para o setor está "tão ou mais dura do que no auge de 2020". "Precisamos agir e retomar ações que serviram para atenuar o impacto socioeconômico, sob risco de crescente quebra de companhias e desemprego, com perda de receita pelas famílias. Contrariando o prognóstico oficial, a epidemia não está no finalzinho e gerou danos crônicos aos setores produtivos. “Existe uma séria chance de 2021 ser um ano de uma crise sem precedentes até para os nossos padrões, seja em razão da pandemia, seja pela miséria de uma pane social", afirma. Além do retorno do auxílio, o executivo defende a volta do programa de suspensão de contratos de trabalho e a redução de jornada. "Isso impediu uma massa de desempregados bem maior. Se algo deu certo na primeira fase do combate à Covid-19, essa medida deve ser mantida", afirma.

RECUPERAÇÃO SÓ ACONTECERÁ QUANDO TODA A POPULAÇÃO FOR VACINADA!

Na visão do presidente da Fecomércio-RJ, a vacinação é o que existe de mais concreto em termos de gerar a segurança necessária para as pessoas voltarem a circular e consequentemente consumir mais. "Creio na retomada econômica em "V", que teremos, após a depressão, uma forte recuperação em razão de uma enorme demanda represada e de investimentos que estavam engatilhados e ficaram para depois. Mas isso só acontecerá quando tivermos toda a população vacinada e retomando as atividades", diz. Com o cronograma incerto em relação às vacinas, Queiroz Junior diz que o comércio não pode esperar por esse cenário e é preciso de medidas para "assegurar que em 2021 não nos afundemos mais". "Para isso, é fundamental que nos vacinemos logo e, ao mesmo tempo, as medidas econômicas sejam um paliativo para evitar o colapso social", afirma.

É PRECISO RESPEITAR AS RESTRIÇÕES DAS AUTORIDADES DA SAÚDE!

Em relação ao fato de que alguns estados estão adotando medidas de maior restrição de circulação e fechamento do comércio, o executivo diz que é preciso respeitar a decisão das autoridades locais, mas argumentou que o comércio não é o culpado pelo retorno de elevados números de mortes por conta do coronavírus. "Respeitamos as restrições que as autoridades locais determinam. Elas certamente têm o suporte de pessoas qualificadas para fazer essas avaliações", diz. "Mas é preciso ser claro. No Rio, por exemplo, o comércio reabriu em junho, e não houve aumento de casos nos meses seguintes. Isso ocorreu, sim, como no país inteiro, agora no fim do ano e em janeiro. Então, não pode ser atribuída essa responsabilidade ao comerciante", completa.

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