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ECONOMIA
Preparem o bolso: vão aumentar o preço do pãozinho!
Valorização do dólar reflete no preço da farinha de trigo
Publicado em 04/03/2020 às 09:05 Italo
Preparem o bolso: vão aumentar o preço do pãozinho!

A alta do dólar vem preocupando muita gente, principalmente quem está com viagem marcada para o exterior. Engana-se quem pensa que a variação da moeda norte-americana só afeta viajantes ou quem quer comprar produtos importados, celulares e eletrônicos vindos da China...

A valorização do dólar também reflete no preço de produtos que fazem parte do dia a dia do brasileiro. Entre eles, o pãozinho – boa parte do trigo utilizado na produção nacional vem de fora do país – e o combustível, que pode sofrer reajuste conforme a variação cambial.

Na última semana, a moeda norte-americana fechou a R$ 4,48 – com pico de R$ 4,51 ao longo da sexta-feira (28) – e registrou a maior valorização para o mês de fevereiro desde 2015.

A CULPA É DO DÓLAR!

Outros produtos que podem sofrer reajuste por causa do dólar são as commodities agrícolas, em especial o trigo, já que o Brasil importa a maior parte do cereal utilizado para a produção nacional. Com a moeda norte-americana escalando para os R$ 4,50, a alta impactará diretamente na mesa do brasileiro.

A indústria de panificação deve ligar o sinal de alerta em breve, já que as padarias têm estoque de farinha de trigo – comprada antes da valorização do dólar – para apenas 15 dias, segundo Rui Gonçalves, vice-presidente do Sindipan-SP (Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo).

Em nota, a Abitrigo (Associação Brasileira da Indústria do Trigo) disse que os moinhos brasileiros têm estoque para cerca de três meses e “vislumbram um cenário sombrio a partir de maio de 2020”.

Não pela falta de trigo no mercado mundial, continuou a nota, mas pela necessidade de buscar abastecimento em outras fontes, como Estados Unidos e Rússia, já que a Argentina – principal fornecedor do Brasil – não terá trigo suficiente para o abastecimento do mercado interno brasileiro.

“O conjunto de fatores formado pelo câmbio, preços do trigo argentino, aumento de custos logísticos e imposto de importação projetam um cenário de fortes pressões sobre os preços da farinha de trigo no Brasil entre 15 e 20%”, concluiu a nota.

FONTE: Agências de notícias

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