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EFEITO DO ‘FIQUE EM CASA!’
Depressão e suicídio são a quarta onda da covid-19!
Médicos alertam: Agravamento da depressão leva pacientes ao suicídio!
Publicado em 29/07/2021 às 14:31 Ítalo
Depressão e suicídio são a quarta onda da covid-19!

Medo da doença e da morte, angústia, solidão, sensação de abandono, insônia, ansiedade. O estresse provocado pelo isolamento social e pelas incertezas em relação ao futuro gerou uma onda de depressão e suicídio, sequelas psicológicas da Covid-19.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) batizou essa nova crise de “Epidemia Silenciosa”. Países como Brasil, México e Estados Unidos são hoje os mais impactados por transtornos mentais decorrentes da crise sanitária e econômica.

"Metade dos adultos desses países estão estressados por causa da pandemia. Muitos estão usando drogas e álcool, o que pode gerar um ciclo vicioso para as doenças mentais", alertou a diretora-geral da Opas, Carissa Etienne.

Psiquiatras e psicólogos brasileiros relataram aumento significativo nas consultas, além de casos de ansiedade e pânico. Um estudo recente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) com profissionais associados de todo o País mostra que 89,2% deles destacaram o agravamento de quadros psiquiátricos nos pacientes devido à Covid-19. E fazem um alerta para os riscos de depressão e suicídio no cenário pós-pandemia.

A demanda de pacientes novos chamou a atenção dos pesquisadores e foi relatada por 67,8% dos psiquiatras. Na maioria, são pessoas que nunca haviam apresentado sintomas psiquiátricos. Entre os profissionais entrevistados, 69,3% informaram que atenderam pacientes que já haviam recebido alta médica, mas tiveram recaída.

"A PIOR DE TODAS AS ONDAS"

Em entrevista à imprensa, o presidente da ABP, Antônio Geraldo da Silva, explicou que na psiquiatria essa é a chamada “Quarta Onda” da Covid. Ela ocorre simultaneamente à segunda onda, de contágio do vírus; e de uma terceira, relativa aos efeitos econômicos e sociais do isolamento. Antonio Geraldo diz que desde o início da crise a ABP vem alertando sobre os impactos na saúde mental, que classifica como "a pior de todas as ondas".

"A questão é que doenças mentais não são ondas que sobem, têm um pico e descem. Quando se desencadeia um quadro psiquiátrico, o tratamento dura meses, anos. E o Brasil ainda tem o agravante de que já somos campeões mundiais em ansiedade, e vice em depressão. Temos tudo para que essa onda seja pior aqui", observou.

O estudo revela que crianças e adolescentes também são afetados. De acordo com 88% dos pediatras ouvidos na pesquisa, os sintomas mais frequentes são a oscilação do humor (citada por 75% dos profissionais), assim como fala e comportamento desorganizados (relatado por 5%).

AGRAVAMENTO DOS QUADROS DE DEPRESSÃO QUE LEVAM AO SUICÍDIO

Entre os adultos, há casos que vão desde pânico e agorafobia, até transtorno-obssessivo-compulsivo (TOC) por limpeza. Mas o grande temor dos profissionais de saúde mental é o agravamento dos quadros de depressão que levam ao suicídio, cujo aumento tem sido historicamente registrado após catástrofes naturais (furacões, terremotos) ou sanitárias, como ocorreu com o Ebola.

Outra preocupação é com o atendimento a essa população. Com a pandemia, há risco de falta de acesso a tratamento, especialmente na rede pública, onde os leitos psiquiátricos foram reduzidos significativamente e os serviços interrompidos. Além disso, a grande maioria das unidades de saúde não possui psicólogo, psiquiatra e assistente social.

FONTE: Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP)

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