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ANTOLOGIA
Nossa poeta em Sampa: lançamento de livro
Evento aconteceu domingo no Teatro Gazeta, em São Paulo
Publicado em 10/05/2017 às 00:00 Ítalo
Nossa poeta em Sampa: lançamento de livro

A professora Máriam Trierveiler Pereira, do IFPR campus Umuarama, participou no último domingo (7) do lançamento da obra "Antologia de Poesia Brasileira Contemporânea Além da Terra, Além do Céu", no Teatro Gazeta, em São Paulo (ver fotos que ilustram esta reportagem).

A professora teve uma poesia selecionada para compor a obra e na ocasião recebeu o certificado da Editora Chiado, organizadora da obra e do evento.

A solenidade contou com apresentação cultural de música instrumental e leitura dramatizada de poesias. Estavam presentes mais de mil pessoas, entre familiares e autores de todo o Brasil, de todas as idades e níveis sociais. O fundador da Editora Chiado, o português Gonçalo Martins, enfatizou que a democratização da literatura e da poesia é uma política da empresa.

Durante o protocolo, os organizadores fizeram uma retrospectiva da obra, cujo volume 1 foi lançado em 2015. "Em 2015, foram selecionados 500 poetas. A expectativa do editor, Gonçalo Martins, era de publicar o volume 2 em 2017 com 700 autores. Porém, para sua surpresa, a editora recebeu quase 8 mil poesias. Devido à demanda reprimida, foram publicadas 1.500 poesias em três volumes divididos por ordem alfabética. O meu poema está no livro de capa roxa, juntamente com autores de M a Z", conta Máriam.

 

“PRECISAMOS AMAR A TERRA, ASSIM COMO ELA NOS AMA"

Como a professora Máriam ministra aulas de Meio Ambiente, o poema tem essa temática. "Quando eu recebi o convite para a participação da antologia, aceitei-o como desafio. Como tenho mais familiaridade com o tema ambiental, resolvi colocá-lo em pauta. Escrevi sobre a relação do planeta Terra com o ser humano, e vice-versa. Precisamos amar a Terra, assim como ela nos ama", concluiu.

 

O POEMA

TERRA, O DIA DO JUÍZO FINAL

 

No começo sofri bastante

E o tempo passou lentamente.

Mudanças aconteceram muitas,

E suportei pacientemente.

De vermelha e hostil,

Passei a azul anil.

 

Após esse período de gestação,

Filhos do mais puro amor,

Vieram de minhas entranhas,

Cada qual, encantador.

Entre si, todos interligados,

E comigo, arraigados.

 

Eis, enfim, que o ultimo gênito chegou,

Com sua beleza a luzir,

Talvez por isso logo foi convencido,

De que todos poderiam oprimir.

Acostumou-se a maltratar seus irmãos,

E perseguiu seu próprio coração.

 

Se era a intenção, por fim,

Suicidar-se conseguiu,

E destarte disseminou a morte,

Causando-me um calafrio.

Filhos novos, abundância? Que utopia!

Restou-me infertilidade e letargia.

 

Só gostaria de poder ver novamente,

Meu caçula, amado, com uma escolha diferente.

 

(www.colunaitalo.com.br)

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Mais informações sobre a Editora Chiado: https://www.chiadoeditora.com/ editora

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